Estranha coincidência

Duas horas da tarde numa segunda-feira quando entrei na loja de informática para resolver algumas coisas. Pequei uma senha e sentei numa poltrona vermelha. Ao lado um suporta com revistas, da qual eu retirei uma e comecei a folhear, a frente um sujeito sentado próximo a mesa de atendimento narrando seu problema para a funcionária. O tom na sua voz era paciente e parecia cansado de relatar sua situação... Fiquei com pena porque a atendente parecia não dar a mínima, mas ao mesmo tempo achei engraçado. Comecei a perceber que aquele tom de voz não me era estranho, levantei um pouco o olhar da revista, e procurei na memória de onde conhecia aquela pessoa. Bingo! Precisei dos seus serviços um tempo atrás, o que me fez pensar que sorte eu tinha de não ter precisado mais, mas seria interessante se ele um dia precisasse dos meus.

Duas horas da tarde numa quinta-feira. Estou em casa trabalhando no computador quando meu celular toca. A voz do outro lado foi bem simpática, focada no que queria e passava confiança. Agendamos um horário e local. Seria um cliente novo. Pergunto seu nome: meu nome é... tal. Não me era estranho, rapidamente liguei esse nome a uma pessoa que era a única que eu conhecia na cidade, que coincidentemente era a mesma que eu avistei na loja de informática dois dias antes. A chance de ser a mesma pessoa era pouquíssima, pensei. O sujeito é muito sério, e não se arriscaria nisso. 

Me arrumo e desço para o motel combinado, estaciono em frente e aviso que estava ali. O portão começa subir. Desço, fecho a porta do carro e entro na garagem, e um rosto bem familiar está com a mão no botão de fechar o portão. 
- Oi
- Oi

O rosto familiar era com certeza o de dois dias atrás. Fulano se arriscou sim. Ainda surpresa pela grande coincidência, deixei minhas coisas em cima da mesinha e me sentei enquanto caia a ficha. O fulano que já estava na área do chuveiro agora, conversava comigo enquanto se lavava. Em seguida, pegou a toalha e veio sentar-se próximo a mim. Como de costume, conversamos um pouco, fez alguns elogios e tirou meu vestido.

Pelo espelho, vejo o homem desolado de dois dias atrás, me devorar com a boca percorrendo meu corpo. Depois de algumas trocas de carícias orais, vestiu-se com o preservativo e me fodeu de quatro. Magro, alto, grisalho e com uma pegada firme, me virou e veio de frente. Estocava-me fundo... repetiu os movimentos até finalizar. 

Enquanto me visto novamente, acabei comentando que eu sabia quem ele era. Fez uma cara de "to fudido, não te ligo nunca mais". Uma semana depois, num final de tarde, ligou!



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